15/03/13

A irmã


Era uma vez um rapaz alto, magro, moreno e com olhos verdes que se chamava Bernardo. Ele tinha praticamente 18 anos e gostava muito da sua irmã, que se chamava Leonor. 
Um dia, Bernardo andava a brincar com a sua irmã no jardim. Ele tinha-lhe dito que precisava de ir à casa de banho e que voltava daí a pouco. Leonor estava tão entretida a brincar que começou a correr atrás de uma borboleta e, mais tarde, perdeu-se. Bernardo, todo contente pela a irmã que tinha, ia ter com ela, mas de repente viu que já não estava no jardim… Bernardo chamou por Leonor, mas ela não lhe respondia… Começou a chorar e a culpar-se, a dizer que era um estúpido e que não devia ter deixado a irmã sozinha. Chegou a casa e contou aos pais o que tinha acontecido. Eles foram logo à polícia, que, no entanto, não conseguiu encontrar nada sobre a menina. Bernardo procurou por ela dia e noite, mas não a encontrou… Decidiu continuar a procurá-la, até que, um dia mais tarde, a encontrou. Estava deitada numa rocha, cheia de frio. Ele ficou todo contente por ter encontrado a irmã! Pegou nela e levou-a para casa. Bernardo, naquele dia, ficou tão assustado mas tão assustado que nuca mais deixou a irmã sozinha.


Texto de Sara Costa, Nº14, 8ºA


14/03/13

O meu orgulho

Conheço uma pessoa corajosa! A sua vida nunca foi fácil mas ela sempre passou por cima de tudo. Ela é a minha MÃE.
Simpática, honesta e lutadora, tem um rosto belo, esbelto. As suas pequenas rugas aparecem, mas a sua beleza nunca desaparece.
Ela é mesmo única! Sofreu muito na sua vida, mas só pensou uma única vez: agarrou os seus quatro filhos e só lhe restou fugir para um lugar onde ninguém a encontrasse. Passámos uma época de afastamento, passaram anos em que ela não me viu, fechada num hospital. Ninguém sabia o que ela estava a sentir! São coisas que não têm palavras para serem descritas.
 Ela foi e será sempre um grande orgulho para mim! Admiro-a bastante pela pessoa que ela foi e é.
Adoro-te Mãe! 
texto de Fátima Silva, nº6, 8ºA

13/03/13

Daniel e Miquelina - uma história de Amor

Era uma vez um jovem e belo caçador chamado Daniel. Era um rapaz musculado e, por isso, era desejado por muitas raparigas da sua aldeia. Mas havia uma especial, chamada Miquelina, que era muito bonita, simpática e muito esperta. Também escrevia poemas, poemas muito bonitos.
Um dia, o jovem foi caçar. Passadas três horas, já tinha caçado quatro javalis e uma dúzia de pombas. Ele era muito bom caçador, mas, como já estava fatigado, parou junto a um carvalho gigantesco. Aí descansou durante duas horas. Passado esse tempo, ouviu uns sons no meio dos arbustos e perguntou:
- Quem está aí?
Ninguém respondeu e ele decidiu ir ver quem era. Encontrou ali a jovem Miquelina a cantar. A jovem, envergonhada por estar diante de um rapaz tão bonito e musculado como o Daniel, tentou esconder-se. O jovem caçador, no entanto, perguntou:
- Que fazeis aqui, neste bosque tão belo?
- Vim impressionar-vos com a minha música, na minha opinião, bela! – Exclamou a jovem Miquelina.
- Bom, vós conseguistes. Vós sois bela e tendes uma simpatia incrível! – Disse ele, elogiando a jovem.
A jovem ficou impressionada pelo elogio e agradeceu. Eles continuaram a falar e conheceram-se melhor.
Passados dois meses, já eram namorados e não viviam um sem o outro.

texto de: Daniel Gaspar, nº3, 8ºB


Um amigo

Um dia, o Mauro, que vivia numa pequena aldeia, teve que ir estudar para uma cidade gigantesca, onde havia vários meninos e meninas.
Quando o Mauro ia para a escola, não se conseguia orientar. Era muita gente e a escola era enorme, ele andava sempre perdido. Até que, um dia, conheceu um rapaz, mais ou menos da sua idade. Perguntou-lhe se sabia onde era o laboratório. O rapaz respondeu-lhe que não sabia, pois também era novo naquela escola. Os meninos sentaram-se e começaram a conversar, à espera que alguém passasse e os ajudasse.
O Mauro apresentou-se e perguntou ao colega como se chamava. Este disse-lhe que era o Daniel. Entretanto, passou uma mulher com uma cara muito simpática que lhes perguntou o que é que eles estavam ali a fazer. Eles responderam que eram novos na escola e não sabiam onde iam ter aulas. A senhora então levou-os para as suas salas de aula. Ao entrar, aperceberam-se que todos se começaram a rir, mas nenhum deles se importou.
Tocou para intervalo e foram os dois brincar com os rapazes da idade deles. Então, a partir desse dia, eles perceberam que se tinha tornado grandes amigos e nunca mais se sentiram sós.

Texto de Beatriz Simão, nº1, 8ºB

Inverno

No inverno, há sempre muita chuva. Nos dias chuvosos há sempre muitas estradas cortadas porque quando há muita chuva, há muito vento e os postes e os pinheiros normalmente caem.
Não gosto do inverno porque fico quase sempre doente, com umas gripes que demoram muito tempo a passar.
Nos dias chuvosos, dá vontade de estar no sofá à lareira a ver televisão, acompanhados por um chá e umas bolachas.
Mas, nesses dias, quando temos que ir à escola, não gosto nada, pois temos que levar guarda-chuva e a escola está sempre molhada, por mais que as funcionárias limpem.
Também temos que ter atenção ao calçado que usamos, pois o piso torna-se escorregadio e podemos cair e magoar-nos. Devemos ainda andar nas estradas com cuidado, por causa dos acidentes.
Quando há muito vento, não gosto de sair de casa, pois torna-se difícil andar na rua e anda tudo pelo ar.
Só gosto do inverno quando há neve, pois neve há poucas vezes por ano e a chuva cai em qualquer altura.
Por todas estas razões é que não gosto lá muito do inverno. Adoro o verão.

Texto de: Diana Antunes, nº5, 8ºB