31/01/18

Novas tradições

O tema proposto foi "Uma aventura do Cavaleiro da Dinamarca durante a sua viagem à Palestina".
A Inês escreveu esta:

Novas tradições

A norte da Europa, na Dinamarca, os invernos são nus, tão frios que até causam arrepios e está tanto frio que nem dá para as crianças brincarem na neve. Só não está frio num sítio, na casa de um cavaleiro chamado Ambrósio. Ele tem uma armadura reluzente, que é todos os dias polida, cabelos castanhos e olhos verdes, é muito inteligente e simpático.
Já tinha passado um dia do Natal e o cavaleiro já pensava no próximo. Ia partir para a Palestina em busca de novas tradições de Natal. Este Natal não tinha sido tão divertido, são sempre as mesmas estórias, a mesma comida, as mesmas tradições, estava farto. 

Então partiu de cavalo para França. Quando chegou, viu que lá tudo era diferente, as crianças brincavam na neve e divertiam-se muito. Bateu à porta de uma casa e perguntou:
- Olá, eu sou o cavaleiro da Dinamarca, estou à procura de tradições, pode dizer-me as tradições da sua família?
- Olá, o meu nome é Françoase e esta é a minha tradição: corto um pinheiro e trago-o para casa e depois enfeito-o com bolinhas e uma estrela na ponta.
- Deixa ver se percebi, corta o pinheiro e enfeita o seu cadáver com bolinhas e uma estrela na ponta?
- Sim é isso.
E o Ambrósio continuou a sua viagem já com uma tradição. 

De seguida foi para Itália. Quando chegou, despiu o seu casaco, estava calor, encontrou um vendedor de legumes e perguntou quais eram as tradições da sua família no Natal. Ele disse:
- Cortamos legumes e com eles construímos um presépio.
O cavaleiro queria arranjar mais uma tradição, mas já estava na hora de ir para a Palestina, e foi. Quando lá chegou, perguntou a um grupo de pessoas:
- Quem são vocês? De onde vieram e quais são as vossas tradições de Natal?
- Eu sou o Moisés e estes são hebreus, viemos do Egito e as nossas tradições de Natal são dar presentes a amigos e familiares.
Com três tradições, o cavaleiro voltou para casa e sabia que o próximo Natal iria ser muito mais divertido.
Inês, 7ºD

12/06/17

O Sorriso de Daniela (resumo em eBook)

Depois de ler "O Sorriso de Daniela", de Carmen Gil (texto) e Rebeca Luciani (ilustração), a Magda Rodrigues, do 8ºA, fez este eBook com o resumo da obra:

04/04/17

"As Aventuras de Tintim: A Estrela Misteriosa" (resumo, em BD)

Resumo em banda desenhada do livro "Uma Aventura de Tintim - A Estrela Misteriosa", de Hergé, feito pela Magda Rodrigues, do 8ºA:

16/03/17

Até ao navio naufragado

     O silêncio da viagem era bastante bem-vindo. Durante a última semana, o barulho excessivo parecia estar em todos os lugares. A excitação de toda a gente em relação ao navio encontrado parecia seguir-me para todo o lado e o alarido que houvera tinha-me provocado uma leve dor de cabeça e ouvidos constantemente a zunir, os quais eu juro ainda poder sentir.
     Sendo eu apenas estagiária, na última semana todos pareciam tentar decidir onde eu deveria ficar encaixada nesta história e eu, inevitavelmente, fui arrastada para a confusão.
     Assim, e embora a revelação que eu participaria em analisar o navio naufragado encontrado em África tivesse sido estonteante, não poderia ter deixado de sentir alívio ao entrar no avião e ser envolvida em calmos sussurros e conversa suave. E agora, mesmo com o calor insuportável no jipe, presente mesmo com o ar-condicionado no máximo, a sensação continuava a mesma, apenas com o baixo som da música e a conversa das pessoas ao meu lado.
     Quando chegámos, o que não demorou tanto quanto esperava (quem sabe não deixei o sono envolver-me), fomos recebidos por apenas uma dúzia de pessoas que pareciam já nos aguardar. Após várias explicações sobre o navio e como tinha sido encontrado, foram-nos estendidos fatos de mergulho. Já todos sabíamos como os usar correctamente, mas mesmo assim foram sendo dadas dicas e conselhos até estarmos totalmente preparados.
     Logo que o barco que nos levava para o lugar onde o navio estava naufragado parou, todos nós (a este ponto éramos seis: três tinham vindo comigo de Portugal e dois dos que nos aguardavam na costa) nos preparámos para saltar pra a água, e após alguns minutos um a um foram sendo ouvidos suaves sons de embate na água.
     O navio estava em melhor estado do que eu esperava, quase praticamente intacto, salve o grande buraco no casco. Grande parte do navio estava coberto em algas e anémonas de cores variadas, e podiam ser vistos peixes s entrar e sair do navio pelas entradas disponíveis. O mastro não estava visível em lado nenhum e grande parte do interior estava quebrada e chegada para um lado, respeitando a posição horizontal do navio.
     Quando um dos meus colegas me chamou com um movimento da mão e me trouxe à superfície, perguntou-me se alguma vez tinha visto algo assim. Sorri, acenei com a cabeça de forma negativa e comecei a pensar no meu relatório.


Daniela Domingues, 9ºA

Esperança Azul

     
     Estava já preparada para mergulhar, observando a imensidão do oceano. Tinha sido recrutada para uma expedição marítima e não podia estar mais excitada. Achava que não ia ser fácil encontrar algo, mas as minhas expectativas eram bastante elevadas. Afinal, apenas 5% dos nossos oceanos são conhecidos.
     Após uma breve conversa com o nosso chefe, foi-nos permitido mergulhar. Eu e os meus colegas saltámos do barco e deixámos que a calma do mar nos rodeasse. Sempre gostei de nadar, é tão libertador.
     Deixei que o meu corpo de habituasse ao novo ambiente e observei o que se encontrava ali comigo, debaixo de água. Estávamos mesmo junto à Grande Barreira de Coral e a diversidade era enorme. Os peixes riscados nadavam pelo meio do arco-íris de corais e ao longe via-se um tubarão. Fui descendo e vi os meus colegas à volta de um objeto. Não consegui identificá-lo, mas, assim que me aproximei, reconheci-o como o mastro de um barco. Apressei-me até à superfície, onde contei sobre o nosso achado.
     Voltando ao fundo do mar, começámos a desenterrá-lo e, quatro meses depois, tudo o que pertencia àquele barco já tinha sido retirado para terra.
     Batizámo-lo de “Hope” (“Esperança”) para que as pessoas percebam que ainda não conhecem a Terra e que antes de tentarem descobrir novos mundos pelo universo fora, deveriam concentrar-se no nosso planeta, que tantas coisas tem para oferecer que continuam por aí enterradas.

Inês Alves, 9ºA